Vazamentos de gás metano em área de aterro em Shopping de São Paulo

Mais uma vez vem a imprensa noticiar sobre problemas de vazamentos e acumulo de gás natural (metano) proveniente de aterros de lixo feitos nas várzeas dos rios no passado e que agora geram emanações de gás em dentro de prédios residenciais e comerciais na RMSP.
Quando era criança, eu assistia esses aterramentos com entulho e por muitas vezes lixo, nas margens do Tietê em Mogi das Cruzes, na grande São Paulo, onde hoje estão instalados o Terminal Rodoviário, Universidades, condomínios e residências. Isso não é exclusividade daquela cidade, mas todas as outras da RMSP nas várzeas do Tietê e seus tributários, que sofreram eventos semelhantes.
Muitos ainda se lembram da explosão no Shopping de Osasco, pelo acumulo de gás metano proveniente de aterro de lixo – quer dizer, oficialmente foi de botijões de gás, a censura não permite que se escreva o contrário – e a solução dada, já que não é possível remover o lixo nem a cidade em cima dele foi a instalação de drenos que bombeiam o gás para o alto dos prédios onde ele é queimado ao ser liberado na atmosfera por ser altamente inflamável. Outro caso bizzaro foi o condomínio em Mauá, esse construído em cima de aterro de lixo tóxico.
O que é preciso entender é que esses problemas existem, e não adianta os governantes quererem esconder em baixo do tapete até a "hora em que coisa toda explode" (literalmente). Também não é só porque a imprensa noticia esses eventos que só a partir desse momento que o risco de explosão passa a existir, até mesmo porque "risco" é um termo técnico que significa a eminência de um fato acontecer e não que ele está acontecendo. Também se conclui que existem centenas de outros lugares que são áreas de risco potencial, uma vez que esses aterros de lixo foram feitos em diversos lugares ao longo da várzea do Tietê e outros rios em área urbana, e não, o Center Norte não aterrou o local dos seus prédios com lixo, isso foi feito anteriormente á construção do Shopping e não se restringe somente á embaixo do mesmo.
É preciso que o Governo faça uma fiscalização séria (e não esperar acontecer um desastre para ir correndo contratar um profissional ou empresa que esconda os fatos reais em baixo do tapete, como no caso do metrô) e a justiça deveria, ao invés de ficar cobrando multas cujo dinheiro é embolsado e não tem retorno nenhum pra sociedade que os responsáveis pelo fato (aterros de lixo) ou pelo passivo que tomem medidas efetivas para minimizar ou exaurir o risco potencial ao qual estão submetidas essas área.

Nota: o autor não se julga um especialista de riscos ou faz qualquer acusação á pessoas ou empresas, sendo que o presente artigo é tão somente uma cobrança de um cidadão para que os governantes, que são pagos pelo dinheiro público (impostos do cidadão) cumpra seu papel de reverter o dinheiro dos impostos pagos pelos contribuintes em benefícios reais para a sociedade, da qual eles como cidadãos também fazem parte e de parar de desperdiçar o dinheiro público em multas e remediações inertes que só beneficiam sabe-se lá quem.
Governo e governantes (Executivo, Legislativo e Judiciário) trata-se dos cidadãos eleitos como representantes dos outros cidadãos, perante a sociedade e que tem no papel de gerir de forma eficiente e efetiva, o dever de empregar o dinheiro público adequadamente, pois esse pertence aos cidadãos e á sociedade.

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