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domingo, maio 12, 2013

Atualização das bibliotecas geoespaciais GDAL/OGR - versão 1.10

As bibliotecas GDAL (Geospatial Data Abstraction Library) e OGR (Simple Features Library - o nome veio de OpenGIS Simple Features Reference Implementation, mas não foi aprovado como padrão OpenGIS da OGC), são bibliotecas em C++ para tradução de dados no formato raster e vetor, tendo como características principais a licença "Open Source" (código aberto), suporte a diversos formatos de imagens e possibilidade de utilização de seus aplicativos através de linhas de comando.
É mantida por Frank Warmerdam e seus arquivos fonte estão disponíveis em http://www.gdal.org para download gratuito, encontrando-se atualmente na versão 1.10.
A biblioteca GDAL/OGR  é distribuída sob os termos da Licença X11/MIT.
Destina-se a dar-lhe permissão para fazer o que quiser com o código fonte do GDAL: baixar, modificar, redistribuir como quiser, incluindo a construção de software comercial proprietário, sem a permissão de Frank Warmerdam, da Fundação OSGeo ou qualquer outra pessoa.
Elas são responsáveis, no QGIS pela leitura e gravação dos diversos formatos raster (grid / matricial) e vetorial, além de ferramentas para manipulação e edição de imagens e transformações de Coordenadas.
Graças à biblioteca GDAL tem-se disponíveis no QGIS, ferramentas para:
  • Georreferenciar Imagens;
  • Interpolação de Dados;
  • Mudar ou Fixar Projeções e Sistemas de Referência de Coordenadas (SRC) de Imagens;
  • Converter formato de arquivos ou de tipo de formato (raster <>vetor);
  • Recortar Imagens e extrair curvas de nível;
  • Fazer Análises de Terreno (relevo, declividade, direção de vertentes);
  • Fazer mosaico de cenas de imagens de satélite ou empilhamento de bandas (junção das bandas espectrais em uma cena única).
*Por enquanto, ainda não está disponível a atualização para o QGIS, nem pelo instalador avançado do OSGeo4W.

quinta-feira, maio 09, 2013

OpenJUMP - The Java Unified Mapping Platform GIS

A mais recente versão, 1.6.2 foi lançada em 23 de abril de 2013.
O OpenJUMP é um SIG escrito em JAVA, portanto, pode ser rodado em vários Sistemas Operacionais, usando a Máquina Virtual JAVA (JRE - Java Runtime machine).
Tem diversas ferramentas para edição de vetores e análise de qualidade, verificação de geometrias, validação topológica e ferramentas de CAD (desenho assistido por computador).
Extensível através de plugins Java, tem drivers para PostGIS e Spatialite (Serviços de Banco de Dados Espaciais local e de Servidor).
Acessehttp://openjump.org

quarta-feira, maio 08, 2013

Whitebox Geospatial Analysis Tools 2.0 (Java)

Desenvolvido pelo Professor John Lindsay, da Universidade de Guelph - Ontário /Canadá.
O Whitebox GAT (Geospatial Analysis Tools) é um programa de análises espacial e de terreno , agora totalmente reescrito em JAVA, o que faz dele uma ótima alternativa para ser usada em Sistemas Mac OSX.Uma vez que o SAGA-GIS não possui uma versão própria para os computadores da Apple, o que impossibilita dele ser usado no SEXTANTE do QGIS como conjunto de ferramentas para Análise Espacial.
O Whitebox GAT é um projeto Open Source, extensível pelas linguagens Java/Python e que traz ferramentas de Análise Espacial, Análise de Terreno e Processamento de Imagens.
A versão 2.0 traz muitas novidades, como suporte a exibição de vetores no formato shapefile, novas ferramentas e uma interface melhorada.
Outra vantagem é que o programa é portátil e não precisa ser instalado (precisa ter a Máquina Virtual Java instalada no computador).
Acessehttp://www.uoguelph.ca/~hydrogeo/Whitebox/index.html

segunda-feira, abril 08, 2013

Curso de Geoprocessamento com Quantum GIS

O conteúdo abrange exercícios sobre o QGIS e mais outros programas livres e gratuitos.

Ementa:
  1. Noções de Cartografia, Geodésia e Sistemas de Coordenadas;
  2. Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto;
  3. Edição de vetores, imagens e banco de dados;
  4. Edição Vetorial e conversão de dados de CAD;
  5. Índices de Vegetação e Classificação Automática de Imagens;
  6. Interpolação, geração de MDE e extração de curvas de nível e Análise de Terreno;
  7. Delimitação Automática de Bacias Hidrográficas e Extração de Redes de Drenagens;
  8. Georreferenciamento de Imagens, Conversão de Dados Tabulares em Pontos;
  9. Conversão de Dados e Mudança entre Sistemas de Referência de Coordenadas;
  10. Publicação de Mapas.
Maiores informações podem ser obtidas enviando e-mail para: geosaber@gmail.com
Baixe o formulário de inscrição: Ficha_inscricao.odt (15 KB)

Sidney S. Goveia
Editor do blog Geosaber
Sócio Consultor da Audoc.Con

sábado, abril 06, 2013

Opus SIG: SEXTANTE no Quantum GIS - instalação e configuração no Windows 7


Muitas pessoas ainda tem dificuldade em configurar corretamente as ferramentas acopladas pelo SEXTANTE ao QGIS e por isso não conseguem aproveitar esse poderosíssimo recurso.
O português Andre Mano, redator do blog Opus SIG escreveu um tutorial para ajudar quem ainda não conseguiu ativar esse 'toolbox' de processamentos e análises espaciais do QGIS:
O SEXTANTE é mais um exemplo das vantagens do Open Source: integra numa única biblioteca algoritmos de análise de vários projectos - também eles de código aberto - GRASSSAGAGDALORFEOTAUDEM entre outros.
A biblioteca SEXTANTE é disponibilizada através de um plugin escrito em Python que dá acesso a mais de 500 funçõesAlgumas dessas funções são redundantes no sentido em que o próprio QGIS já as disponibiliza nativamente ou através de plugins já existentes, especialmente as funções baseadas na biblioteca GDAL ou os módulos GRASS. Não obstante existem muitas outras para as quais não havia solução nativa no QGIS.
Contudo, para se ter acesso a algumas dessas funções, nomeadamente os algoritmos GRASS, SAGA, ORFEO Toolbox, R e TAUDEM, é necessário instalar estes programas à parte e indicar as directorias onde estão instalados para que o plugin possa evocar essas funções. Por outras palavras, o plugin SEXTANTE apenas faz a ligação entre o QGIS e o software que integra o algoritmo que queremos usar.
O conjunto de instalações e configurações necessárias para ter o plugin SEXTANTE a funcionar a 100% é um pouco labiríntico e não existe - que eu tenha encontrado - documentação suficientemente clara sobre os passos a dar. Por isso mesmo aqui fica um guia para configuração do plugin SEXTANTE válido para sistemas operativos Windows 7, fruto de algumas tentativas e erro e de contributos do Giovanni Manghi da Faunalia e do colega Filipe Silva Dias.
Leia o artigo completo, com o tutorial de como fazer a configuração das ferramentas do SEXTANTE no QGIS no blog Opus SIG do Andre Mano {http://opussig.blogspot.com.br/2012/07/guia-de-instalacao-de-sextante-para.html}.

sexta-feira, abril 05, 2013

The Stanford Geostatistical Modeling Software (SGeMS)

O Programa de Modelagem Geoestatística de Stanford (SGeMS) é um pacote de computador de código aberto para a solução de problemas que envolvem variáveis espacialmente  ​​relacionadas.
Ele fornece aos praticantes de geoestatística uma interface amigável, uma visualização 3-D interativa, e uma grande variedade de algoritmos.

A Editora da Universidade de Cambridge publicou o livro Applied Geostatistics with SGeMS que você pode adquirir em livrarias e pode baixar o CD com a base dados gratuitamente no próprio site do SGeMS {http://sgems.sourceforge.net}.
Outra fonte excelente e gratuita é o Open File Report publicado pelo Ricardo Olea, da USGS:
Olea, R.A., 2009, A practical primer on geostatistics: U.S. Geological Survey Open- File Report 2009-1103, 346 p. [http://pubs.usgs.gov/of/2009/1103/].

segunda-feira, março 25, 2013

Esri Geoportal Server - a alternativa open source para publicação de mapas na Web da ESRI.


Esri Geoportal Server é um produto livre, de código aberto, que permite a descoberta e uso de recursos geoespaciais, incluindo conjuntos de dados (datasets), rasters, e Web Services.
Ele auxilia as organizações a gerenciarem e publicarem metadados para os seus recursos geoespaciais que levam os usuários a descobrirem e se conectarem a esses recursos.
O Geoportal Server suporta uma central de informações padronizadas e aplicações de descoberta de metadados.
Com Esri Geoportal Server , você pode:
  • Reduzir o tempo e a redundância na produção de dados, ligando dados geoespaciais e produtores de serviços com os consumidores.
  • Manter a integridade de dados, permitindo que as organizações compartilhem facilmente a versão autorizada de dados entre seus usuários.
  • Permitir facilmente a pesquisa e descoberta de dados geoespaciais existentes e serviços, permitindo aos usuários criarem e gerenciarem as descrições de seus recursos geoespaciais e suportando o uso facilitado de sofisticadas tecnologias de descoberta de dados.
Esri Geoportal Server foi lançado sob a licença Apache 2.0, que permite aos desenvolvedores personalizarem e redistribuírem o software livremente.


Esri Geoportal Server é um produto autônomo que não requer uma licença do ArcGIS para o servidor rodar. Ele consome um conjunto de serviços da Web que podem ser fornecidos a partir do ArcGIS Online, um servidor acessível ArcGIS Server, um serviço WMS ou um mapa base OpenStreetMap.
Todo o inventário dos metadados dos recursos geoespaciais registrados em um serviço de catálogo geoportal seguem as especificações da Open Geospatial Consortium (OGC) compatível  com serviço CS-W 2.0.2.

Está disponível um tutorial para a implementação de um geoportal em uma intranet e que usa uma base de software que também é open source. Este geoportal será acessível apenas na intranet da sua organização. Esta implementação utiliza o PostgreSQL como servidor de banco de dados e o Apache Tomcat como servlet, descrito no artigo "How to Set Up an Esri Geoportal Server from the Summer 2011 issue of ArcUser". link para o artigo.
Também pode-se ver alguns exemplos de geoportais que usam o Esri Geoportal Server, como o do Centro Nacional de Dados Oceanográficos dos EUA (NODC/NOAA):
http://data.nodc.noaa.gov/geoportal

quinta-feira, março 21, 2013

Landsat Data Continuity Mission (LDCM)


Lançado em 11 de fevereiro de 2013 com sucesso, o novo satélite da série Landsat, adquiriu a primeira imagem em 18 de março de 2013.
As operações normais do LDCM estão programadas para começar no final de maio de 2013, depois que os instrumentos forem calibrados e a plataforma for totalmente checada.
Nesse momento, a NASA vai entregar o controle do satélite para o Serviço Geológico dos EUA (USGS), e o satélite será renomeado para Landsat 8.
A bordo do Satélite (Plataforma Orbital) estão dois Sensores (Imageadores):
  1. Operational Land Imager (OLI) -  com bandas (8) espectrais no Visível, Infravermelho Próximo e Ondas Curtas, com 30 metros de resolução espacial (tamanho do pixel = área no terreno) e uma banda Pancromática de 15 metros de resolução espacial.
  2. Thermal Infrared Sensor (TIRS) - duas bandas espectrais no Infravermelho Termal, adquiridas com resolução espacial de 100 metros, mas que serão reamostradas para 30 metros para serem distribuídas (na mesma resolução das Imagens Multiespectrais refletidas);
Acompanhe a Missão no site: http://landsat.usgs.gov/index.php

XV SBGFA - Julho de 2013

quarta-feira, março 20, 2013

BaseCamp - como carregar mapas e imagens em seu GPS Garmin

Como tem muitas pessoas colocando dúvidas nos comentários na postagem sobre o Garmin BaseCamp, vou colocar um pequeno tutorial de como inserir imagens (mapas escaneados ou imagens de satélite) nos receptores GPS (eTrex30, GPSMap62, Dakota e Oregon) que aceitam os mapas personalizados Custom Maps™:

  1. No Google Earth, localize a área que você quer salvar e gera a imagem {Arquivo > Salvar > Salvar Imagem}, lembrando que no GE comum você terá que gerar tiles (recortes) e fazer mosaico deles para ter a área toda em boa resolução (dependendo da dimensão da área a ser salva). No Google Earth Pro você pode salvar uma única imagem da área toda em alta resolução (não precisa ficar dando muito zoom). Uma dica importante é criar um quadro (com a ferramenta de criar polígono) delimitando a área a ser salva, deixando sem preenchimento e com a linha fina, ela será salva na imagem e permitirá ser usada de guia para ajustar a Superimposição da Imagem;
  2. Agora você vai no menu {Adicionar > Superimposição de Imagem}, lembrando-se de manter a mesma área que você salvou anteriormente posicionada na tela. Aponte para a Imagem que você salvou e o GE vai jogá-la sobre a imagem dele com um retângulo verde que permite redimensionar e rotacionar para ajustar sua imagem à imagem de fundo (o losango verde serve para rotacionar e os cantos permitem ajustar as dimensões da Imagem). Você pode usar o recurso {Converter em Quadrante Latitude/Longitude} na aba Local da janela de Superimposição e entrar manualmente as coordenadas dos cantos do retângulo que contém a Imagem. Arraste os cantos (ou o quadro) da sua Imagem para bater com as bordas do quadro que aparece no GE;
  3. Agora, salve a Imagem superimposta clicando com o botão direito na camada {Imagem Superimposta > Salvar Lugar Como} e salve a sua Imagem em KMZ (KML comprimido);
  4. Conecte seu receptor GPS pelo cabo USB (o driver pode ser baixado do site da Garmin), ele deverá aparecer como um drive de armazenamento externo no Windows Explorer. Localize a pasta {X:\Garmin\CustomMaps} e cole o arquivo KMZ da Imagem.
Pronto, agora quando ligar o seu GPS, entre na opção {Configuração > Mapa > (Info Mapa) Selecionar Mapa > Mapa Personalizado} e ative seu Mapa. Lembre-se de manter Ativo somente os Mapas que estiver utilizando para poupar recursos de hardware de seu aparelho.